AVALIAÇÃO DO PADRÃO MORFOLÓGICO DE RUGOSCOPIA PALATAL EM UMA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Flora Lais Malafaia da Silva, Antônio Azoubel Antunes, Marcos Vitor Diniz de Carvalho, Eveline Pessoa Soriano, Rafael de Sousa Carvalho Saboia, Gabriela Granja Porto

Resumo


Objetivo: Este estudo teve por objetivo avaliar o perfil do padrão morfológico de rugosidade palatal de alunos de graduação da Faculdade de Odontologia de Pernambuco FOP-UPE. Metodologia: A pesquisa foi do tipo prospectiva, sendo a amostra constituída de um total de 105 (cento e cinco) indivíduos. Foi realizada a moldagem do arco superior e modelos de gesso foram confeccionados. A partir dos mesmos, a análise morfológica das rugas palatais foi realizada, por um único examinador. Os parâmetros de morfologia das rugas primárias, forma da papila incisiva, direção de alinhamento das rugas, rafe palatina mediana e força das rugas foram analisados. Os dados foram computados numa planilha do Excel, sendo posteriormente, submetidos a análise estatística. Resultados: A idade variou de 18 a 35 anos, a faixa etária mais prevalente foi 21 a 23 anos, maioria de cor branca e IMC (índice de massa corporal) normal (64,8%). A morfologia das rugas primárias mais frequente foi a curva (39,0%). Sobre a forma papila incisiva, aproximadamente metade (49,5%) foi classificada na categoria mínima seguido da cilíndrica (35,2%). Pouco mais da metade (52,4%) teve a classificação de Carrea irregular. Os dois maiores percentuais da rafe palatina foram: não bifurcada (43,8%) e bifurcada posterior (32,4%). Conclusão: pode-se concluir que, foi possível identificar um tipo morfológico específico mais prevalente dentro da população estudada. Diferenças significativas entre as classificações do IMC foram verificadas na dimensão anteroposterior, secundária esquerda e transversal. Foi observada associação significativa entre a classificação do IMC com as inicial e complementar da classificação de Santos.

Palavras-chave


Odontologia legal; Antropologia forense; Palato duro; Anatomia

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DOI: http://dx.doi.org/10.21117/rbol.v6i2.216

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