PADRÕES DE LESÕES CRANIOFACIAIS E TRAUMA DENTOALVEOLAR ENTRE ADULTOS PRIVADOS DE LIBERDADE EM UM PRESÍDIO DO BRASIL: UM ESTUDO TRANSVERSAL

a cross-sectional study

Autores

  • Rodolfo José Gomes de Araújo Universidade do Estado do Pará
  • Carla Cristina Ferreira dos Santos Universidade Federal do Pará
  • Edson do Socorro Abreu Furtado Filho Universidade Federal do Pará
  • Laryssa Soares Gonçalves Universidade Federal do Pará
  • Beatriz de Jesus Teles e Teles Universidade Federal do Pará
  • Jorge Luis Pagliarini Universidade Federal do Pará
  • Fernanda Ferreira de Albuquerque Jassé Universidade Federal do Pará
  • Diandra Costa Arantes Universidade Federal do Pará
  • Juarez Antônio Simões Quaresma Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.21117/rbol-v13n12026-705

Palavras-chave:

Traumatismos Maxilofaciais, Traumatismos Dentários, Prisioneiros

Resumo

Introdução: A população encarcerada brasileira apresenta superlotação, condições insalubres e fragilidade de políticas públicas em saúde, fatores que favorecem agravos físicos e odontológicos, incluindo traumatismos faciais e dentários. Objetivo: Analisar a prevalência de lesões faciais associadas à traumatologia forense em pessoas privadas de liberdade, identificar alterações bucais e lesões de cabeça e pescoço decorrentes de traumas, bem como caracterizar suas causas e tipos mais frequentes. Materiais e métodos: Estudo transversal analítico realizado com 163 indivíduos custodiados na Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba II, Pará, Brasil. Os dados foram coletados por meio de questionário e exame clínico. Utilizou-se estatística descritiva, testes de associação (Qui-quadrado e Exato de Fisher) e regressão logística bivariada, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se que 31,9% dos participantes apresentaram lesões faciais, com predomínio de lacerações e lesões cortocontusas. Lesões dentárias ocorreram em 12,3%, principalmente fraturas de esmalte e dentina e subluxações, mais frequentes nos dentes anteriores superiores. Houve associação entre lesões dentárias e idade (p = 0,002) e tempo de encarceramento (p = 0,046). Conclusão: Verificou-se moderada prevalência de traumas faciais e baixa prevalência de traumatismos dentários na população estudada.

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Publicado

2026-08-03

Edição

Seção

Artigo original