O IMPACTO DA DOR CRÔNICA POR DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR NAS ATIVIDADES LABORAIS

Cyntia de Medeiros Nogueira, Pauliana Valéria Machado Galvão, Raphaella Abreu Carneiro Campello Santos, Maurício Kosminsk, José Rodrigues Laureano Filho

Resumo


Objetivo: Avaliar se a disfunção temporomandibular (DTM) crônica esteve associada ao absenteísmo laboral. Métodos: O estudo foi realizado com dados secundários de um ensaio clínico randomizado conduzido em um centro de referência terciária. Foram selecionados os pacientes que apresentaram diagnóstico de DTM segundo o Research Diagnostic Criteria/Temporomandibular Disorders (RDC/TMD), e que exerciam atividade profissional. O grau de dor crônica foi relacionado com o absenteísmo laboral relatado. Resultados: Dos 106 pacientes selecionados, a maioria registrou níveis altos de intensidade da dor e baixos de interferência na capacidade de trabalhar. Entretanto, quanto maior a classificação do grau de dor crônica, mais dias de falta ao trabalho foram relatados (P < 0,001). Houve ainda uma correlação positiva de média a forte entre ausência do trabalho, a interferência nas atividades diárias e a mudança na capacidade laboral. Conclusão: A dor crônica por DTM esteve associada ao absenteísmo laboral, e os pacientes com maior grau de dor crônica relataram mais dias de ausência ao trabalho.


Palavras-chave


Transtornos da articulação temporomandibular; Dor facial; Absenteísmo; Doenças ocupacionais; Licença médica

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DOI: http://dx.doi.org/10.21117/rbol.v5i3.193

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